Sulivan França fala ao G1 sobre plano de estudos

Plano de estudos pode reorganizar ações de alta, média e baixa eficiência Especialistas analisaram lista elaborada por associação americana. Estudantes devem buscar autoconhecimento para identificar afinidades.

Plano de estudos pode reorganizar ações de alta, média e baixa eficiência - Especialistas analisaram lista elaborada por associação americana.
Estudantes devem buscar autoconhecimento para identificar afinidades.


Criar uma rotina para estudar é uma tarefa subestimada pelos jovens, segundo especialistas em educação ouvidos pelo G1. "É importante que o aluno tenha organização e planejamento, senão fica complicado para ele conseguir estudar da maneira adequeada", afirma Alessandra Venturi, orientadora educacional do Cursinho da Poli. E nem mesmo listas que apontam uma "receita" do que fazer são unanimidade.
É o caso da lista da Association for Psychological Science, uma organização americana sem fins lucrativos, que decidiu medir a eficiência dos métodos de estudos mais utilizados pelos estudantes. Confira a tabela abaixo:


EFICIÊNCIA ALTA
1) Realizar simulados ou testes práticos
2) Programar um cronograma de estudos distribuídos ao longo do tempo

EFICIÊNCIA MÉDIA
3) Elaboração de perguntas
4) Explicar o conteúdo para si mesmo
5) Estudo intercalado de diferentes conteúdos

EFICIÊNCIA BAIXA
6) Resumo
7) Grifar textos
8) Associação de imagens com textos
9) Releitura

Embora essa seja uma opção para reavaliar seu próprio método de estudo, o coach Sulivan França ressalta que essa tabela pode não ser válida para todos, já que cada pessoa tem sua maneira de estudar.

"Cada um tem uma forma diferente e individual de aprender", afirma França. Para ele, o autoconhecimento é essencial para o estudante compreender qual é o método que mais contribui para sua capacidade de absorção do conteúdo e, dessa forma, ser capaz de organizar seus estudos.

"Tem pessoas com capacidade maior de aprender por estímulos visuais, criando imagens para fazer associações, por exemplo. Outras precisam de estímulos sonoros e ainda têm aquelas que não precisam de nada de diferente", explica.

"Por isso, não dá para afirmar que realizar simulados é [um método de estudo] de alta eficiência. Podem ter pessoas que não se dão bem com testes, mas sim com alguém lhe perguntando diretamente", conclui França.

Alessandra Venturi também não concorda totalmente com a tabela. "[Todas] são formas para estudar, mas vai da realidade de cada um. Tem quem precise destacar o texto enquanto o professor fala na aula e isso não pode ser considerado de baixa eficiência".

Venturi também não classifica "estudo intercalado de diferentes conteúdos" como de média eficiência. "Quando o aluno tem tempo para estudar só algumas disciplinas, ele pode começar com as que tem mais dificuldade e deixar para o fim as que mais gosta. Isso facilita o estudo".
A orientadora educacional também destaca a importância do autoconhecimento. "É importante identificar o seu perfil, mas têm alunos que não conseguem se conhecer e só percebem isso na hora de fazer a prova". Alessandra afirma que isso é prejudicial, pois sem o autoconhecimento, o aluno estuda errado. "Se você não se conhece, não sabe como estudar para cada disciplina".

O coach Sulivan França acredita que a melhor forma para identificar seu próprio método de estudo é a tentativa e o erro. "O aluno deve testar um mesmo conteúdo de maneiras diferentes e ver com qual mais se identifica. Deve buscar a memorização por meio de [estímulos] visuais, sonoros ou estudando de forma introspectiva e a partir daí descobrir sua maneira mais adequada para estudar".

Planejamento dos estudos
Faltando quatro meses para o Enem, os candidatos ainda têm tempo para organizar um plano de estudos para a prova.
Alessandra Venturi afirma que o primeiro passo é se familiarizar com o exame. "Muitos [estudantes] ainda estão acostumados com a prova do ensino médio, que é feita através de disciplinas e não por áreas de conhecimento".

Organizar um cronograma de estudos é o próximo passo essencial. Segundo Alessandra, o candidato deve colocar no papel todos os horários de suas atividades de segunda-feira a domingo. "É necessário identificar quantas horas, por dia e por semana, o estudante tem disponível. Dessa forma, ele consegue pensar, organizar e planejar um estudo".

A dica do coach Sulivan França é focar no ambiente de estudos. "O ambiente tem que ser 100% focado nos estudos, sem dispersores de energia e atenção como internet, televisão, aparelhos de som e, claro, celular". França também aconselha os candidatos a evitarem interferência nos estudos.

Outro etapa importante do planejamento dos estudos é testar os conhecimentos através de simulados. "Com o simulado, o estudante trabalha três pontos fundamentais: o psicológico, físico e intelectual", afirma Alessandra. Para a orientadora, é essencial o candidato se testar constantemente, mas sempre identificando e entendendo o que errou.
Venturi também afirma que o apoio dos familiares é essencial nesse momento da vida dos candidatos e que os pais podem ajudar os filhos a montar seu cronograma de estudos. "Os alunos nem sempre conseguem planejar sozinhos e precisam de alguém que auxilie nessa organização".

Dicas dos especialistas para planejar os estudos

1) Conhecer a prova
Para Alessandra Venturi, orientadora educacional do Cursinho da Poli, antes de começar a planejar os estudos para o Enem, primeiro é preciso conhecer o exame. “[O aluno deve] se familiarizar com a prova do Enem. Muitos ainda estão acostumados com a prova do ensino médio, que é feita através de disciplinas e não por áreas do conhecimento”.

2) Plano de horas
A próxima etapa é organizar um plano de horas, identificando todo o tempo disponível que o candidato tem para estudar. “Isso é importante porque muitas vezes o aluno diz ‘não tenho tempo’, mas é só uma questão de identificar os horários livres”, afirma a orientadora. Para isso, o candidato deve colocar no papel todas as suas atividades de segunda-feira a domingo.

3) Cronograma de estudo
Com os horários livres identificados no plano de horas, o estudante deve montar uma grade com as disciplinas a serem estudadas, aproveitando, inclusive, aqueles momentos em que ele estaria ocioso, como o tempo que passa no ônibus.

4) Simulados
Para a orientadora educacional Alessandra Venturi os simulados são uma das principais formas de testar o conteúdo estudado, já que com ele é possível os alunos orientarem-se sobre seu conhecimento escolar.

Venturi também chama a atenção para os estudos nos dias seguintes após o simulado. “Não adianta fazer [um simulado] toda a semana se o aluno não correr atrás do que errou”. Para ela, o estudante deve usar o simulado para guiar seus estudos.


Fonte: G1

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