Chegando a conclusões em coaching
O Coach Integral entende que todos nós acrescentamos interpretação aos acontecimentos. É essa interpretação que nos dá uma experiência subjetiva e única – “Eu”. Nós não passamos pela experiência, somente; nós a interpretamos – e a partir daí, tiramos conclusões. Quando vários indivíduos observam um acontecimento, raramente sentem-se e pensam a respeito dele da mesma maneira. As diferenças no modo de pensar e sentir têm muito a ver com a rica trama da vida humana. Não existem muitos grandes artistas que vejam o que Picasso viu; nem existe uma quantidade suficiente de líderes mundiais que tenham em mente uma visão para o Planeta, enquanto agem em benefício de sua nação. O mundo que cada um de nós considera “real” é apenas uma versão individual do “mundo real”.
Essa observação permite ao coach explorar opções que existem no mundo do coachee. O coach deve permitir que o coachee “dê as cartas”, na hora de escolher uma das opções. Talvez seu papel seja, em parte, dar ao coachee mais algumas cartas (ou ajudá-lo a conquistá-las); ou, quem sabe, seja o caso de o coach auxiliar o coachee a dar um salto, de forma a ter cartas de maior valor. De qualquer modo, as cartas (internas) do coachee determinarão sua visão do mundo, e o coach deve ter o cuidado de respeitá-la, desde que não chegue a ponto de prejudicar a ele mesmo ou a outra pessoa. Claro que se a visão do coachee ultrapassar esse ponto, cabe uma intervenção firme. Quando se acrescenta a compreensão de que a cultura e o sistema são inseparáveis e interdependentes, torna-se mais fácil compreender que ambos os domínios, individual e coletivo, estão ligados ao significado.
O Coach Integral tem o direito de observar e comentar a dificuldade do coachee em qualquer dos domínios dos quatro quadrantes. Se o coach nota que o coachee está fixado, digamos, na opinião dos colegas (nós), sobre o que o coachee faz como indivíduo (isto), então as questões nos domínios “eu” e “istos” tornam-se importantes, e isto porque não estão sendo mencionadas. Trazer à luz os domínios “eu” e “istos” leva a uma expansão da visão que contribui para o crescimento e desenvolvimento do indivíduo, como um todo, dentro do contexto social (istos) e da mente interna individual (eu). O Coaching Integral não trata de resolver o problema apenas (embora este possa ser um elemento), mas também, potencialmente, o do crescimento e desenvolvimento através da solução. Alguns coaches podem preferir mostrar explicitamente ao coachee o modelo dos Quatro Quadrantes, quando o relacionamento atingir um estágio adequado, isto é, quando decidirem explicar melhor os processos que utilizam. O interessante é que isso ocorre quando o coaching começa, naturalmente, a vencer as dificuldades, avançando para uma estrutura diferente. Conforme o coach começa a conduzir o coachee, explicitamente, através de modelos, tais como os Quatro Quadrantes, podemos dizer que está agindo como mentor (embora nos estágios iniciais).
O papel do mentor permite um nível mais alto de orientação do que o coaching convencional, tema este que vai aparecer em todo o restante deste livro. Coaching Integral não é apenas coaching. É uma força esplêndida que adquire um novo significado à medida que a relação entre coach e coachee se desenvolve – um relacionamento que existe, sem qualquer surpresa, dentro de quatro quadrantes. A compreensão desse fato permite maior equilíbrio, por meio do desenvolvimento da mente, do corpo, da cultura e dos sistemas sociais. Nos próximos capítulos, haverá mais esclarecimentos sobre o assunto e mais exemplos de aplicação.
Evolução que Conecta Pessoas ao Sucesso
Com mais de 23 anos de experiência, Sulivan França é referência em gestão de pessoas e desenvolvimento humano. Fundador da SLAC Educação e líder de empresas como Human Solutions Brasil, ele já impactou mais de 98.000 pessoas no Brasil e na América Latina, transformando vidas e negócios.
Formação e Especialidades
Sulivan combina expertise em Neurociências, Psicanálise e Gestão de Recursos Humanos, com uma visão estratégica apoiada por um MBA em Gestão Empresarial e Planejamento Tributário, alinhando crescimento sustentável, bem-estar e estratégia.