Os quadrantes individuais de Ken Wilber

Em A Theory of Everything (Uma Teoria de Tudo), de Ken Wilber (um dos muitos livros de Wilber que inclui este modelo), ele explica que a existência se desenvolveu através de quatro áreas distintas, porém não separadas.

Desde o momento do Big Bang, no começo dos tempos (mostrado simbolicamente no centro), tem havido evolução em diversas áreas. O momento em que apareceram os seres humanos está expresso nas quatro áreas de “eu, nós, isto e istos”, que se manifestam assim: o que está se passando dentro de você (seus pensamentos, impressões, etc.), seu corpo (e cérebro), a sociedade em que você vive e a cultura (ou visão compartilhada do mundo).

Vamos olhar para aqueles individuais – “eu” e “isto”. A sugestão é que há uma correlação direta entre os dois quadrantes, e que, sem o cérebro, a mente não pode existir. Pense assim: “Vou ler um livro sobre coaching”. No pensamento, haverá palavras ou imagens, ou ambos. Há também uma atividade correspondente no cérebro, isto é, o estado das ondas cerebrais muda, a dopamina aumenta, etc. Nesse sentido, “eu”, num nível fundamental, faço alguma coisa (comportamento): leio.

Então, qual é a principal diferença entre o cérebro e a mente?

Como se sabe, o cérebro e o comportamento são “coisas” tangíveis que podem ser objetivamente observadas, mas no que diz respeito à mente, você tem de fazer perguntas ou experimentar o conteúdo.

Não se importa o tanto que busque e investigue em torno, você não encontrará a experiência do pensamento. (Os quadrantes de “isto” e “istos” são os reinos da ciência e da ciência social; e a tendência tem sido: “Se você não pode bater nele com um martelo, não é real!”) No entanto, a ideia é experimentada. Este é o domínio do “eu” – o mundo interior da experiência – tão válido quanto, mas experimentado internamente.

O “isto”, ou domínio do cérebro, não é separado do domínio do “eu”; porém, é diferente. Em boa parte do desenvolvimento pessoal, temos a tendência a focalizar o quadrante superior esquerdo, isto é, nos inclinamos a dar um peso maior ao domínio do “isto” – “o que posso fazer”. E isto tampouco é problema. O intento do modelo de Wilber é mostrar que existem outros domínios aos quais ow “eu” e o “isto” estão firmemente relacionados, sendo inseparáveis.

Efetivamente, “eu” e “isto” não podem existir sem os outros dois domínios, mas um indivíduo pode dar mais atenção ao estudo e à aplicação nos domínios do “eu” e do “isto”, assim como poderia, o que frequentemente acontece, voltar-se para qualquer dos outros: “nós” ou “istos”.

As áreas coletivas

Imagine- se sentado em um banco de parque sem ver pessoa alguma – nunca -, nem no escritório ou na loja. Não é possível, porque a vida depende dos outros.

O mesmo acontece com o coaching. O quadrante cultural refere-se a valores que partilhamos com os outros em determinado momento. A maneira como o mundo “faz sentido” para nós depende da cultura na qual vivemos.

O termo “coach integral” não terá sentido algum fora de um círculo bastante limitado de pessoas; mas dentro dele, os significados são muitos. Para o Coaching Integral, por exemplo, poderia significar que as pessoas têm uma visão compartilhada: esse tipo de coach estudou psicologia, tem boas habilidades interpessoais e se esforça pelo próprio desenvolvimento.

Em outras palavras, existe. Por exemplo, para a ideia “vou atuar como coach dos meus colegas no escritório”, é preciso haver um sistema estabelecido, por meio do qual o indivíduo possa adquirir o conhecimento apropriado.

É preciso, ainda, não haver restrições à atividade, já que o sistema social inclui regras, regulamentos, etc.Por outro lado, a cultura adiciona sentido ao evento. Há um consenso geral, dentro da visão cultural de mundo, que avalia se o acontecimento é válido ou não, bom ou ruim, e assim por diante; ou seja: a cultura acrescenta “significado”, interpretação ou valor ao acontecimento. O que os seus colegas pensam quando você vai a uma sessão de coaching?

Esse texto possui informações extraídas do livro Coaching Integral de Martin Shervington, editora Qualitymark, 2006.

Autor

Evolução que Conecta Pessoas ao Sucesso

Com mais de 23 anos de experiência, Sulivan França é referência em gestão de pessoas e desenvolvimento humano. Fundador da SLAC Educação e líder de empresas como Human Solutions Brasil, ele já impactou mais de 98.000 pessoas no Brasil e na América Latina, transformando vidas e negócios.

Formação e Especialidades

Sulivan combina expertise em NeurociênciasPsicanálise e Gestão de Recursos Humanos, com uma visão estratégica apoiada por um MBA em Gestão Empresarial e Planejamento Tributário, alinhando crescimento sustentável, bem-estar e estratégia.

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